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PIB da Cadeia Produtiva da Construção

                                     PIB da Cadeia Produtiva da Construção fecha 2018 com retração de 4,2%, quinto ano consecutivo de queda.

                                                                 Emprego e investimentos em obras acompanham trajetória de queda

Investimento em Obras

Estima-se que os investimentos em construção tenham somado R$ 599,1 bilhões em 2018, o equivalente a 55,4% da formação bruta de capital fixo e a 8,8% do produto interno bruto (PIB) do país, como mostra o Gráfico 1 abaixo. Estão incluídos nesse montante o valor das obras realizadas pelas construtoras, as quais somaram R$ 323,5 bilhões, e o valor das obras realizadas por trabalhadores por conta própria e das reformas, que atingiram R$ 275,6 bilhões no ano passado.

Gráfico 1. Investimentos em construção, em milhões de reais correntes, e participação percentual no PIB brasileiro:

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Elaboração: Deconcic / Ex Ante Consultoria Econômica.

Com respeito à evolução desses investimentos no período recente, o quadro não se mostrou positivo. Em 2018, houve uma redução de 12,4% desses investimentos, já incorporada a inflação do período, sendo esta a quarta queda anual consecutiva, como ilustra o Gráfico 2. Em relação ao patamar máximo de investimentos atingido em 2014, a queda acumulada chega a quase 30,0% em termos reais. Como resultado, tem-se o declínio contínuo da participação dessas inversões no PIB.

Gráfico 2. Investimentos em construção*, em milhões de reais, a preços constantes de 2017, e taxa de variação percentual em relação ao ano anterior:

(*) Estimativas e projeções feitas com base na evolução de emprego, produção, salários e preços dos setores, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e CâmaraBrasileira da Indústria da Construção (CBIC). Fonte: Ex Ante Consultoria Econômica.

Geração de emprego e renda na cadeia produtiva da construção

PIB e Faturamento

Em 2018, os investimentos totais em obras e serviços de construção, como visto anteriormente, chegaram a R$ 599,1 bilhões e geraram um PIB de R$ 427 bilhões na cadeia produtiva da construção. O faturamento em todos os elos da cadeia superou R$ 1,131 trilhão em 2018, como mostra a Tabela 1, a qual compila também as informações referentes à ocupação e à folha de pagamento da cadeia.

Tabela 1. Faturamento, renda e ocupação na cadeia produtiva da construção e composição percentual por segmento da cadeia, Brasil, 2018e:

(e) Estimativas feitas com base na evolução de emprego, produção, salários e preços dos setores, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Câmara Brasileira daIndústria da Construção (CBIC) e Ministério do Trabalho. *Receita bruta.  Fonte: Ex Ante Consultoria Econômica.

A maior parcela da renda ou do PIB da cadeia produtiva – 60,9% ou R$ 260 bilhões – foi gerada no segmento da construção, o qual inclui tanto o valor adicionado das construtoras, que executam obras ou etapas de obras de engenharia, quanto a geração de renda das obras de autogestão, autoconstrução e das reformas. A indústria de materiais, máquinas e equipamentos para construção gerou um PIB de R$ 64,1 bilhões em 2018, ou 15% do PIB da cadeia, empregando 619 mil pessoas. A venda de materiais de construção, correspondendo ao conjunto do comércio atacadista e varejista – ocupou 857 mil pessoas e gerou um valor adicionado de R$ 43,6 bilhões – 10,2% do total gerado na cadeia produtiva da construção em 2018.

As atividades de prestação de serviços incluem a compra e venda de imóveis, o aluguel de máquinas e equipamentos e os serviços técnicos profissionais, como os de projetos de engenharia e arquitetura. Estão igualmente incluídos os serviços de manutenção predial, nos quais estão classificados os serviços de conservação de elevadores e de outras máquinas e equipamentos prediais. O PIB dessas atividades atingiu, segundo as estimativas, R$ 59,3 bilhões em 2018, ou 13,9% do PIB da cadeia, ocupando 1,333 milhão de pessoas.

Em termos da trajetória do PIB da cadeia, esta é apresentada no Gráfico 3, o qual traz a evolução do PIB a preços constantes da cadeia produtiva da construção, considerando os deflatores de cada elo da cadeia. Em 2018, pelo quinto ano consecutivo, o PIB da cadeia voltou declinar, com retração de 4,2%. Como resultado, a renda da cadeia registra uma queda acumulada de27,8% em termos reais desde 2013, ano recorde de PIB. As incorporadoras e construtoras, por sua vez, registraram perdas de renda maiores: 32% em termos reais desde 2013.

O Gráfico 4, por sua vez, apresenta a evolução do PIB em 2018 por segmento ou elo da cadeia, sendo a construção o destaque negativo, com queda real estimada de 8,4% do seu valor adicionado na passagem de 2017 para 2018. O segmento de serviços teve pequena retração, enquanto os demais apresentaram resultado positivo, com o comércio de materiais com expansão, ainda que modesta, de 0,6% do seu valor adicionado, seguido pela indústria de materiais, com crescimento de 7,2%, e, finalmente, a indústria de máquinas e equipamentos, com expansão de 12,0%, constituindo-se no grande destaque. Vale notar, porém, que ao final de 2018, o nível de atividade de cada elo se encontrava ainda abaixo dos patamares registrado sem 2013 e 2014, anos imediatamente anteriores ao início da crise econômica. Tal contexto deve ser considerado quando são observadas expansões de PIB relativamente mais expressivas.

Gráfico 3. Evolução do produto interno bruto (PIB) da cadeia produtiva da construção, em milhões de reais a preços de 2017* e taxa de variação percentual em relação ao ano anterior:

*Valores inflacionados separadamente para cada elo da cadeia produtiva. Elaboração: Deconcic / Ex Ante Consultoria Econômica.

Gráfico 4. Taxa de variação percentual em relação ao ano anterior do produto interno bruto (PIB) por segmento da cadeia produtiva da construção, 2018:

Elaboração: Deconcic / Ex Ante Consultoria Econômica.

Considerando um nível mais desagregado de análise, é possível notar, conforme o Gráfico 5, a redução relativa das obras realizadas por construtoras. O PIB da construção gerado pelas construtoras e incorporadoras, que passava de 67% em 2008, ficou num patamar inferior a 60% em 2018. Isso indica o avanço da informalidade durante a crise econômica verificada de2014 em diante. Esse fato se refletiu na diminuição da participação dos funcionários com carteira no total das ocupações na cadeia produtiva da construção. Em 2013, os empregos com carteira representaram 51% da força de trabalho ocupada nesses setores de atividade econômica. Em 2018, esse percentual caiu para 48%.

Gráfico 5. Distribuição do produto interno bruto (PIB)* da construção (%) entre segmentos da construção:

(*) Estimativas e projeções feitas com base na evolução de emprego, produção, salários e preços dos setores, conforme dados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Câmara Brasileirada Indústria da Construção (CBIC) e Ministério do Trabalho. Fonte: Ex Ante Consultoria Econômica.

EMPREGO NA CADEIA PRODUTIVA DA CONSTRUÇÃO

As atividades da cadeia produtiva da construção envolveram 10,233 milhões de pessoas na média do ano de 2018, gerando uma folha de pagamentos de R$ 297,6 bilhões (incluindo a remuneração de autônomos), o que equivaleu a 69,7% da renda gerada na cadeia produtiva. Estima-se que o conjunto de empresas reuniu um contingente de cerca de 4,936 milhões de trabalhadores com carteira assinada em 2018, o que representou 10,5% da força de trabalho com carteira no país. Considerando os empreendedores, trabalhadores por conta própria, empregados sem registro em carteira e aprendizes na cadeia da construção, o peso da cadeia produtiva da construção na população ocupada no país foi de 11,2% no ano passado.

Gráfico 6. Evolução do pessoal ocupado na cadeia produtiva da construção, em milhões de pessoas, e taxa de variação percentual em relação ao ano anterior:

Fonte: Ex Ante Consultoria Econômica.

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