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Reunião do Deconcic

                                                        Perspectivas para o setor da construção foi pauta de debate em reunião do Deconcic.

                      Em reunião plenária, representantes do setor apresentaram seus indicadores e atualizaram as perspectivas para o ano de 2019.

Durante reunião plenária do Departamento da Indústria da Construção e Mineração (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada na última segunda-feira (11/03), foram apresentados os indicadores do setor da construção e atualização das perspectivas para o fechamento de 2019.

Luiz Eulálio, diretor titular adjunto do Deconcic, abriu a reunião falando sobre o Movimento Limite Legal de Peso para o segmento de agregados minerais. Lançado a poucos dias, o programa que busca aumentar a segurança no trânsito e aumentar a vida útil dos pavimentos das rodovias paulistas, apresentou repercussão positiva junto aos clientes e já garantiu a adesão de diversos produtores. Agora, o desafio é atuar em conjunto com os transportadores, para adequação de sua frota, disse Eulálio.

Fernando Mentone, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva – Sinaenco-SP, apresentou a evolução do setor de projetos e engenharia consultiva, que experimenta quedas sucessivas em seu faturamento, o acumulado de 2017 apresentou queda de 64,73% em comparação com 2010. Já o emprego, apresenta ligeiro crescimento desde 2016, com a criação de aproximadamente 22 mil postos de trabalho até janeiro de 2019. Como perspectiva para os próximos meses, a maior parte dos empresários(50%) acreditam na estabilidade, com a manutenção da carteira de projetos nos patamares atuais, aqueles que acreditam no crescimento, representaram 35,3%. Para 2020, o otimismo prevalece, 70,6% dos empresários apostam no crescimento de suas carteiras de contratos.

                                                         Foto: AyrtonVignola

O presidente executivo da Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção – Anepac, Fernando Valverde, manteve a projeção de crescimento na ordem de3% na demanda de agregados para 2019 e de 5% para 2020. Valverde destacou o crescimento de 2% no consumo de brita no 1º bimestre de 2019, frente ao mesmo período de 2018.

Paulo Camillo Vargas Penna, diretor titular adjunto do Deconcic, e presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento – SNIC e da Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP, falou da crise instalada no setor de cimento, que fechou o ano de 2018 com queda de 1,2% e ociosidade recorde de 47,2%. Com esse cenário, existem 20 fábricas de cimento fechadas no país, sendo 6 delas no Estado de São Paulo. A expectativa para 2019 aponta para um cenário de otimismo moderado, com projeção de crescimento da demanda de cimento na ordem de 3,3%, podendo chegar a 5,9% em um cenário otimista ou 2% em um cenário pessimista.

Já Rodrigo Navarro, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção – Abramat, apresentou os dados desse setor que fechou 2018 com crescimento de 1,1%, porém com uma ligeira queda no emprego, na ordem de 1,9%. O nível atual (fev/19) da utilização da capacidade instalada dessa indústria é de 76% e cerca de 78% dos empresários pretendem investir no médio prazo, sobretudo na modernização da produção. A previsão de crescimento desse segmento para 2019, se mantém em 2%.

Representado o Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo – Sinicesp, Carlos Alberto Laurito, comentou sobre a crise vivida pelo segmento no Estado de SãoPaulo. Em 2018, a contratação de obras por parte do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), principal contratante, somou cerca de R$ 380 milhões, representando menos de 20% do volume médio praticado em anos anteriores, reflexo disto, foi a queda de 5% na taxa de emprego. Laurito, que representa também, a Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações de Classe de Infraestrutura – Brasinfra, comentou que o mesmo problema foi observado a nível nacional, sem novas contratações por parte do DNIT (Departamento Nacional deInfraestrutura de Transportes) o setor ficou estagnado e a queda no nível de emprego foi ainda maior, cerca de 8%. Para Laurito, 2019 deve seguir no mesmo patamar de contratação do ano anterior, prevendo melhora gradual, a partir de 2020.

Apresentando um panorama geral da cadeia produtiva da construção, Andrea Bandeira, consultora do Deconcic, falou sobre a queda de 12,4% nos investimentos em construção realizadosem 2018, frente ao ano anterior, marcando o 4º declínio consecutivo. Tal investimento representou 8,8% do PIB nacional.

Ainda, na passagem de 2017 para 2018, estima-se que o PIB da cadeia produtiva da construção tenha declinado 4,3%, em termos reais, acumulando uma queda de 27,8% desde 2013, ano recorde do PIB. O pessoal ocupado na cadeia voltou a declinar em 2018 (-1,7%) em relação ao ano anterior, com 10,233 milhões de pessoas empregadas e fechamento de 1,957 milhões depostos desde 2014.

Irineu Govêa, que coordena o trabalho referente a pesquisa de Substituição Tributária (ST) para materiais de construção e congêneres, no âmbito do Deconcic, atualizou os presentes sobre o andamento das ações junto a Sefaz/SP.

Carlos Auricchio, diretor titular desse departamento, comentou sobre o status avançado da elaboração do caderno técnico referente a 13ª edição do ConstruBusiness, cujo evento está sendo planejado e a data será definida oportunamente. Agradecendo a presença e contribuição de todos os presentes, Auricchio encerrou a reunião.

Fonte: FIESP

http://www.fiesp.com.br/observatoriodaconstrucao/noticias/perspectivas-para-o-setor-da-construcao-foi-pauta-de-debate-em-reuniao-do-deconcic/

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