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MACRO VISÃO

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    sinbevidros
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Veja os destaques:


- Síntese da semana

- Dados da economia brasileira e internacional na semana de 26/01 a 30/01

- Agenda econômica para a semana de 02/02 a 06/02


Síntese da semana:


A agenda econômica desta semana foi marcada pela divulgação da Sondagem Industrial, do IPCA-15, por decisões de política monetária e por novos dados do mercado de trabalho.


Segundo a FGV, a confiança da indústria subiu 3,5 pontos em janeiro, atingindo 96,1 pontos, com melhora tanta da situação atual quanto das expectativas para os próximos meses. Apesar da melhora, o indicador permanece abaixo dos 100 pontos, o que indica pessimismo. 


O IPCA-15 registrou alta de 0,20% em janeiro, acumulando aumento de 4,50% nos últimos doze meses. O resultado foi influenciado pelo recuo dos preços administrados. No sentido contrário, alimentação no domicílio apresentou aceleração. A expectativa atual é que o IPCA encerre 2026 com alta de 4,0%.


O Copom manteve a taxa Selic em 15,00% a.a. pela sexta reunião consecutiva. Desde junho de 2025, o Banco Central mantém a taxa básica de juros em 15%, o maior nível atingido em 20 anos. O Comitê sinalizou que deverá iniciar o ciclo de cortes a partir de março. A expectativa é que a Selic encerre 2026 em 12,25%, patamar ainda restritivo, que deve atuar como freio para a atividade no ano.


No que se refere ao mercado de trabalho, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua indicou que a taxa de desemprego no Brasil encerrou dezembro de 2025 em 5,1%, o que corresponde a aproximadamente 5,5 milhões de desocupados. O resultado ficou abaixo do observado no mesmo período do ano anterior, quando a taxa foi de 6,2%. Adicionalmente, dados do CAGED mostram que o país registrou saldo negativo de 618.164 vagas formais em dezembro, mas encerrou 2025 com a criação líquida de 1.279.498 postos de trabalho. Esse resultado, contudo, foi inferior ao registrado em 2024, quando foram criadas 1.677.575 vagas de emprego formal no país.



Dados da Economia Brasileira na semana: 26/01 a 30/01


• Expectativas do mercado (Relatório Focus/Banco Central): a mediana das expectativas do mercado, divulgada pelo relatório Focus do Banco Central referente a 23 de janeiro, indica que o IPCA de 2026 deverá encerrar em 4,00%. Em relação ao PIB, a expectativa de crescimento permaneceu em 1,80%. No que se refere à taxa de câmbio, a expectativa do mercado é de R$/US$ 5,50 ao final do ano. Por fim, a mediana das perspectivas quanto à taxa Selic foi mantida em 12,25% a.a.


• Índice de Confiança do Consumidor (Ibre/FGV): o Índice de Confiança do Consumidor do mês de janeiro encerrou em 87,3 pontos, recuo de 1,8 ponto em relação ao mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. A redução no Índice de Confiança em janeiro foi puxada, sobretudo, pelo componente de Expectativas, que caiu 2,5 pontos, fechando o mês em 91,3 pontos. O componente de Situação Atual, por sua vez, caiu 0,8 ponto na passagem mensal, encerrando aos 82,6 pontos.


• Índice de Confiança do Empresário Industrial Paulista (Fiesp/CNI): o ICEI-SP fecha janeiro/26 em 45,1 pontos. Abaixo dos 50,0 pontos, há sinalização de pessimismo do setor. As condições atuais fecham janeiro/26 em 41,1 pontos. Abaixo dos 50,0 pontos, há falta de confiança dos industriais paulistas frente às condições atuais. O indicador de expectativas fecha janeiro/26 em 48,3 pontos. Abaixo dos 50,0 pontos, o indicador sinaliza pessimismo dos industriais paulistas para os próximos seis meses. Confira a nota completa aqui.


• Sondagem Industrial do Estado de São Paulo (Fiesp/CNI): os empresários industriais paulistas sinalizaram que o volume produzido caiu em dezembro/25 (38,1 pontos). O resultado foi 6,6 pontos menor que o registrado em novembro/25 (44,7 pontos) e 1,2 ponto inferior a dezembro/24 (39,3 pontos). Leituras abaixo dos 50,0 pontos indicam queda da produção no mês. Confira a nota completa aqui.


• Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15/IBGE): o IPCA-15 registrou inflação de 0,20% no mês de janeiro, após alta de 0,25% em dezembro. Esse resultado veio abaixo da expectativa do mercado, que apontava para aumento de 0,23%. Os preços livres apresentaram aumento de 0,31%, enquanto os preços administrados registraram queda de 0,10%. No acumulado em 12 meses, o IPCA-15 registra elevação de 4,50%, com alta dos preços livres (+3,56%) e dos preços administrados (+7,31%).


• Balança Comercial Semanal (Secex): o saldo médio diário da balança comercial foi de US$ 106,0 milhões em janeiro de 2025 para US$ 239,8 milhões em média diária até a quarta semana de janeiro de 2026. O saldo acumulado até a quarta semana de janeiro de 2026 é de US$ 3,8 bilhões.


• Índice de Confiança da Construção (Ibre/FGV): o Índice de Confiança da Construção aumentou 2,8 pontos em janeiro na comparação com o mês anterior, encerrando em 94,0 pontos, na série sem influência sazonal. A alta no Índice de Confiança em janeiro foi puxada, sobretudo, pelo componente de Expectativas, que avançou 3,0 pontos, fechando o mês em 94,6 pontos. O componente de Situação Atual, por sua vez, cresceu 2,4 pontos na passagem mensal, encerrando aos 93,4 pontos.


• Índice de Confiança da Indústria (Ibre/FGV): o Índice de Confiança da Indústria encerrou o mês de janeiro em 96,1 pontos, aumento de 3,5 pontos em relação a dezembro, considerando dados sem influência sazonal. A elevação no Índice de Confiança em janeiro foi puxada principalmente pelo componente de Situação Atual, que avançou 4,1 pontos, fechando o mês em 96,4 pontos. O componente de Expectativas, por sua vez, aumentou 2,7 pontos na passagem mensal, encerrando aos 95,7 pontos. Já o NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) aumentou 1,3 p.p. em janeiro, registrando 81,3% no mês na série sem efeitos sazonais.


• Sondagem Industrial (CNI): a produção da indústria brasileira encerrou o mês de dezembro em 46,0 pontos, considerando os dados sem influência sazonal. Esse resultado corresponde a uma redução de 1,3 ponto em relação ao mês anterior e sinaliza retração da atividade. Resultados acima de 50,0 pontos indicam expansão da atividade e abaixo desse nível, retração.


• Taxa Selic (Copom/Banco Central): o Copom, em decisão divulgada na última quarta-feira (28/01), decidiu manter a taxa básica de juros no patamar de 15,00% ao ano. A decisão veio em linha com a expectativa do mercado. O Comitê destacou que o ambiente externo ainda se mantém incerto, devido à conjuntura e à política econômica nos Estados Unidos. Quanto ao cenário doméstico, a autoridade monetária considera que os indicadores de atividade econômica seguem apresentando moderação no crescimento, mas o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência. Já a inflação, apesar de apresentar arrefecimento, tem se mantido acima da meta, na avaliação do Comitê. O Comitê sinalizou que, caso confirmado o cenário esperado, iniciará a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforçou que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.


• Índice Geral de Preços - Mercado (Ibre/FGV): o IGP-M subiu 0,41% em janeiro, acima da expectativa do mercado (+0,38%). No mês anterior, o índice havia registrado leve redução de 0,01%. Quando analisados os componentes do IGP-M, o IPA-M registrou inflação de 0,34% em janeiro, após recuo de 0,12% em dezembro. O IPC-M, por sua vez, subiu 0,51% no período, depois de aumentar 0,24% no mês anterior. Por fim, o INCC-M aumentou 0,63% na leitura atual, após avançar 0,21% em dezembro. No acumulado em 12 meses, o IGP-M apresenta redução de 0,91%. O componente com a maior alta nesta métrica é o INCC-M, com avanço de 6,01%, seguido pelo IPC-M, com alta de 4,47%. Por outro lado, o IPA-M registra queda de 3,25% nos últimos 12 meses.


• Índice de Confiança de Serviços (Ibre/FGV): o Índice de Confiança de Serviços aumentou 0,6 ponto na passagem mensal para janeiro, encerrando o mês em 90,9 pontos, na série sem influência sazonal. A alta no Índice de Confiança em janeiro foi puxada pelo componente de Expectativas, que aumentou 4,2 pontos, fechando o mês em 90,3 pontos. O componente de Situação Atual, por sua vez, caiu 2,9 pontos na passagem mensal, encerrando aos 91,7 pontos.


• Índice de Confiança do Comércio (Ibre/FGV): o Índice de Confiança do Comércio registrou 91,3 pontos em janeiro, alta de 3,0 pontos em relação ao mês anterior, dados com ajuste sazonal. O aumento no Índice de Confiança em janeiro foi puxado, sobretudo, pelo componente de Expectativas, que avançou 4,6 pontos, fechando o mês 93,7 pontos. O componente de Situação Atual, por sua vez, subiu 1,3 ponto na passagem mensal, encerrando aos 89,5 pontos.


• Sondagem da Indústria da Construção (CNI): a Sondagem da Indústria da Construção registrou 44,7 pontos em dezembro de 2025, o que representa uma redução de 0,7 ponto em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando encerrou em 45,4 pontos. Com esse resultado, a indústria da construção sinaliza retração do nível de atividade. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam aumento do nível de atividade do setor e abaixo, retração.


• Levantamento de Conjuntura (Fiesp/Ciesp): as vendas reais da indústria paulista recuaram 3,9% no mês de dezembro frente a novembro. As horas trabalhadas na produção caíram 1,3% e os salários reais médios avançaram 1,8% no mês. O NUCI passou de 79,1% em novembro para 74,8% em dezembro (-4,3 p.p.). Todos os dados estão livres de influência sazonal. Apesar do dado mensal negativo, no ano de 2025, as vendas reais exibiram crescimento de 2,3%. As horas trabalhadas na produção, por sua vez, apresentaram aumento de 0,7% em 2025. Por fim, os salários reais médios tiveram retração de 0,5% no ano. A nota completa pode ser acessada aqui.


• Taxa de desemprego (PNAD Contínua/IBGE): a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,1% no trimestre móvel finalizado em dezembro. Esse resultado corresponde a um contingente de aproximadamente 5,5 milhões de desempregados. Registrou-se estabilidade na quantidade de pessoas na força de trabalho na comparação entre o trimestre encerrado em dezembro de 2025 e o mesmo período de 2024. Entre as pessoas ocupadas, houve alta de 1,1% na mesma base de comparação. Já a massa de rendimento cresceu 6,4% no trimestre móvel encerrado em dezembro de 2025 na comparação com o mesmo período do ano anterior.


• Nível de emprego no Brasil (CAGED): o Brasil registrou saldo negativo de 618.164 vagas de emprego formal no mês de dezembro. A Indústria Geral apresentou resultado negativo de 135.087 vagas de emprego no mês. A Indústria de Transformação, por sua vez, registrou fechamento de 132.789 vagas entre contratações e demissões, com destaque negativo para os seguintes setores: Alimentos (-22.714), Vestuário (-15.402) e Couro e Calçados (-11.969). No ano de 2025, o país registrou saldo positivo de 1.279.498 vagas de emprego formal. A Indústria Geral apresentou resultado positivo de 144.319 vagas de emprego no ano. A Indústria de Transformação, por sua vez, registrou abertura de 114.127 vagas entre contratações e demissões em 2025.


• Nível de emprego em São Paulo (CAGED): o estado de São Paulo apresentou saldo líquido negativo de 224.282 vagas no mês de dezembro. Nesse mês, a Indústria Geral paulista registrou resultado negativo de 42.470 vagas de trabalho formal e a Indústria de Transformação paulista foi responsável pelo fechamento de 41.486 vagas entre contratações e demissões, com destaque negativo para os seguintes setores: Alimentos (-6.857), Borracha e Plástico (-3.745) e Vestuário (-3.623). No ano de 2025, o estado de São Paulo apresentou saldo líquido positivo de 311.228 vagas. A Indústria Geral paulista registrou resultado positivo de 22.638 vagas de trabalho formal e a Indústria de Transformação paulista foi responsável pela abertura de 22.287 vagas entre contratações e demissões no ano.



Dados da Economia Internacional na semana: 26/01 a 30/01


• Taxa de juros dos Estados Unidos (Federal Reserve): em reunião na última quarta-feira (28/01), o Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) decidiu manter a taxa de juros inalterada no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano.



Agenda Econômica para a próxima semana: 02/02 a 06/02


02/02/2026 (Segunda-feira):

• Banco Central divulga o Relatório Focus

• S&P Global divulga o PMI Indústria do Brasil, da Alemanha, da Zona do Euro e dos Estados Unidos.


03/02/2026 (Terça-feira):

• IBGE divulga a Pesquisa Industrial Mensal (PIM).


04/02/2026 (Quarta-feira):

• S&P Global divulga o PMI Composto e o PMI Serviços da Alemanha, da Zona do Euro e dos Estados Unidos.


05/02/2026 (Quinta-feira):

• Secex divulga a Balança Comercial Mensal.


06/02/2026 (Sexta-feira):

• CNI divulga os Indicadores Industriais.

• FGV divulga o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI).

• Bundesbank divulga a Produção Industrial da Alemanha.




Fonte: FIESP


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