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MACRO VISÃO EDIÇÃO 60 – 23/01/2023 A 27/01/2023





Você está recebendo o Macro Visão Semanal. Veja os destaques:

  • Dados da economia brasileira e internacional na semana de 23/01 a 27/01

  • Síntese da semana

  • Agenda econômica para a próxima semana: de 30/01 a 03/02


Dados da Economia Brasileira na semana: 23/01 a 27/01

  • Expectativas do mercado (Relatório Focus/Banco Central): a mediana das expectativas do mercado, divulgada pelo relatório Focus do Banco Central referente a 20 de janeiro, indica que o IPCA de 2023 deve encerrar em 5,48%. O centro da meta de inflação para 2023 é de 3,25%, podendo variar entre 1,75% e 4,75%. Para o PIB, a expectativa de crescimento oscilou para 0,79%. No que se refere à taxa de câmbio, a expectativa do mercado permanece em R$/US$ 5,28 ao final do ano. Por fim, a mediana das perspectivas quanto à taxa SELIC continua em 12,50% a.a. Para 2024, as expectativas sinalizam um crescimento para o PIB de 1,50%. A perspectiva para o nível de preços, medido pelo IPCA, é de 3,84%. A taxa Selic, por sua vez, deve fechar o próximo ano em 9,50%, e a taxa de câmbio em R$/US$ 5,30.

  • Sondagem Industrial (CNI): a produção da indústria brasileira encerrou o mês de dezembro em 47,94 pontos, considerando os dados sem influência sazonal. Este resultado corresponde a um aumento de 0,57 ponto em relação ao mês anterior (47,38 pontos em novembro). Apesar da alta, o indicador continua indicando retração pelo sétimo mês consecutivo ao encerrar abaixo dos 50,0 pontos. Resultados acima de 50,0 pontos indicam expansão e abaixo deste nível, retração.

  • Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IBGE): o IPCA-15 registrou alta de 0,55% no mês de janeiro de 2023, quarta variação positiva consecutiva. Este resultado veio acima da expectativa do mercado, que era de aumento de 0,52%. O principal destaque no mês de janeiro foi a alta nos preços livres, que apresentaram aumento de 0,62%, enquanto os preços administrados registraram alta de 0,34%. No acumulado em 12 meses encerrados em janeiro de 2023, a variação do IPCA-15 foi de 5,87%, o que indica leve desaceleração do indicador em relação ao mês de dezembro (+5,90%).

  • Sondagem da Indústria da Construção (CNI): a Sondagem da Indústria da Construção indicou retração do nível de atividade da indústria de construção. O índice ficou em 46,6 pontos em dezembro, o que representa queda de 1,6 ponto em relação ao mês anterior, quando encerrou em 48,2 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam aumento do nível de atividade do setor e abaixo, retração.

  • Balança comercial (Secex): a média diária das exportações do país passou de US$ 941,9 milhões em janeiro de 2022 para US$ 1,09 bilhão até a terceira semana de janeiro de 2023, alta de 15,4% entre os períodos. No mesmo intervalo, as importações aumentaram 0,2% na comparação da média diária, saindo de US$ 944,7 milhões em janeiro de 2022 para US$ 946,4 milhões até a terceira semana de janeiro do ano corrente. O saldo médio diário da balança comercial, por sua vez, passou de um déficit de US$ 2,8 milhões em janeiro de 2022 para um superávit de US$ 140,2 milhões em média diária até a terceira semana de janeiro de 2023. O saldo total acumulado até a terceira semana de janeiro de 2023 é de US$ 2,10 bilhões.

  • Índice de Confiança do Consumidor (Ibre/FGV): o Índice de Confiança do Consumidor do mês de janeiro encerrou em 85,8 pontos, redução de 2,2 pontos em relação ao mês imediatamente anterior, quando marcou 88,0 pontos, dados com ajuste sazonal. Este resultado continua sinalizando pessimismo dos consumidores no mês (a partir de 100,0 pontos indica otimismo e abaixo, pessimismo). O índice de expectativas diminuiu 3,6 pontos no mês de janeiro, encerrando aos 96,7 pontos, enquanto o de situação atual fechou o mês em 71,1 pontos, redução de 0,2 ponto.

  • Índice de Confiança da Construção (Ibre/FGV): o Índice de Confiança da Construção caiu 0,8 ponto em janeiro na comparação com o mês anterior, encerrando em 93,6 pontos, na série sem influência sazonal. Com a queda, manteve-se a sinalização de pessimismo dos consumidores no mês (a partir de 100,0 pontos indica otimismo e abaixo, pessimismo). O indicador de situação atual encerrou o mês de janeiro aos 95,1 pontos, queda de 1,5 ponto na comparação com o mês anterior e o menor patamar desde agosto de 2022 (96,4 pontos). Por fim, o destaque foi o indicador de expectativas, que caiu 2,1 pontos, passando de 94,3 pontos em dezembro de 2022 para 92,2 pontos em janeiro de 2023, o menor nível desde maio de 2021 (89,0 pontos).

  • Índice de Confiança da Indústria (Ibre/FGV): o Índice de Confiança da Indústria encerrou janeiro em 93,1 pontos, redução de 0,2 ponto em relação ao mês de dezembro. Valores abaixo de 100,0 pontos indicam pessimismo e acima, otimismo. O resultado do mês foi puxado pelo componente de Situação Atual, que encerrou em 93,1 pontos, redução de 0,7 ponto em relação ao mês de dezembro. Já o Índice de Expectativas encerrou janeiro aos 93,2 pontos, crescimento de 0,4 ponto em relação ao mês anterior. Apesar do aumento, a indústria se mantém com orientação pessimista quanto às expectativas (abaixo dos 100,0 pontos) pelo sétimo mês consecutivo. O NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada), por sua vez, caiu 0,8 ponto percentual, registrando 78,8% no mês. Todos os dados descontam efeitos sazonais.

Síntese da semana:

Os indicadores econômicos divulgados ao longo desta semana reforçaram um quadro de deterioração das expectativas entre os principais setores da economia e aumento da pressão sobre o nível geral de preços. Todos os índices de confiança divulgados pela FGV apresentaram variação negativa na passagem do ano (dezembro/22-janeiro/23). O Índice de Confiança do Consumidor caiu 2,2 pontos em relação ao mês anterior, seguido pelo Índice de Confiança da Construção, com queda de 0,8 ponto e do índice de Confiança da Indústria, que registrou encolhimento de 0,2 ponto, dados dessazonalizados. Durante a semana a CNI também divulgou queda na Sondagem da Indústria da Construção, apesar do aumento da Sondagem Industrial na passagem para janeiro. Em relação à inflação, o IPCA-15 registrou a quarta variação positiva consecutiva. Esse resultado veio acima da expectativa do mercado e foi puxado em maior medida pela variação dos preços livres. De acordo com o último Relatório Focus, o mercado espera que o IPCA encerre 2023 em 5,48%, acima do teto da meta (o centro da meta de inflação para 2023 é de 3,25%, podendo variar entre 1,75% e 4,75%). Para os próximos meses o quadro é de piora nos indicadores de confiança devido a um conjunto de forças desfavoráveis, relacionados com a vigência do alto patamar da taxa de juros, tendência de piora no mercado de trabalho e deterioração das condições financeiras.

Agenda Econômica para a próxima semana: 30/01 a 03/02

30/01/2023 (Segunda-feira):

  • Banco Central divulga o Relatório Focus.

  • FGV divulga o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a Sondagem do Comércio e a Sondagem de Serviços.

31/01/2023 (Terça-feira):

  • Eurostat divulga o PIB da Zona do Euro referente ao 4º trimestre.

01/02/2023 (Quarta-feira):

  • HSBC divulga o PMI da Indústria do Brasil.

  • Markit divulga o PMI da Indústria da Alemanha, da Zona do Euro e dos Estados Unidos.

  • Secint divulga a Balança Comercial Mensal.

  • FOMC (FED) anuncia a Taxa de Juros americana.

  • COPOM anuncia decisão da Taxa de Juros (Selic).

02/02/2023 (Quinta-feira):


  • CNI divulga os Indicadores Industriais.

  • FENABRAVE divulga as Vendas de Veículos.

03/02/2023 (Sexta-feira):

  • IBGE divulga a Produção Industrial Mensal (PIM).

  • HSBC divulga o PMI Composto e PMI Serviços do Brasil.

  • Markit divulga o PMI Composto e PMI Serviços da Alemanha, Zona do Euro e Estados Unidos.


Fonte: FIESP e CIESP


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