MACRO VISÃO SEMANAL - 16/03/2026 A 20/03/2026
- sinbevidros

- 26 de mar.
- 5 min de leitura

Prezado leitor,
Você está recebendo o Macro Visão Semanal. Veja os destaques:
Síntese da semana
Dados da economia brasileira e internacional na semana de 16/03 a 20/03
Agenda econômica para a semana de 23/03 a 27/03
Síntese da semana:
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma proxy mensal do PIB, avançou 0,8% em janeiro na comparação com o mês anterior, em linha com a expectativa do mercado. No acumulado em doze meses, o indicador registra alta de 2,3%.Na última quarta-feira (18/03), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 p.p., para o patamar de 14,75% ao ano. Em sua comunicação, o Comitê ressaltou que o cenário externo se tornou mais incerto em razão do acirramento dos conflitos no Oriente Médio. Segundo a autoridade monetária, os riscos para a inflação se intensificaram após o início dos conflitos. Diante desse ambiente de maior incerteza, o Copom optou por não sinalizar os próximos passos da política monetária.Nos Estados Unidos, o Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve) decidiu manter a taxa de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano. A autoridade monetária destacou que a incerteza acerca do cenário econômico permanece elevada e avaliou que os desdobramentos do conflito no Oriente Médio ainda têm efeitos incertos sobre a economia americana. O Federal Reserve afirmou que continuará monitorando esses fatores e reiterou estar preparado para ajustar a condução da política monetária, caso surjam riscos que comprometam o cumprimento de seus objetivos.
Dados da Economia Brasileira na semana: 16/03 a 20/03
Expectativas do mercado (Relatório Focus/Banco Central): a mediana das expectativas do mercado, divulgada pelo relatório Focus do Banco Central referente a 13 de março, indica que o IPCA de 2026 deverá encerrar em 4,10%. Em relação ao PIB, a expectativa de crescimento aumentou para 1,83%. No que se refere à taxa de câmbio, a expectativa do mercado é de R$/US$ 5,40 ao final do ano. Por fim, a mediana das perspectivas quanto à taxa Selic foi elevada para 12,25% a.a.
Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br): o IBC-Br, indicador que é uma proxy do PIB mensal, avançou 0,8% em janeiro na comparação com o mês anterior. Esse resultado ficou em linha com a expectativa do mercado e veio após queda de 0,2% verificada em dezembro. No acumulado em 12 meses, o indicador registra alta de 2,3%. Já na comparação entre janeiro de 2026 e o mesmo mês de 2025, houve aumento de 1,0%.
Índice Geral de Preços - 10 (Ibre/FGV): o IGP-10 recuou 0,24% no mês de março, acima da expectativa do mercado (-0,38%). Em relação aos componentes do IGP-10, o IPA-10 registrou deflação de 0,39% em março. O IPC-10, por sua vez, avançou 0,03%, enquanto o INCC-10 apresentou aumento de 0,29%. No acumulado em 12 meses, o indicador geral registra queda de 2,53%, influenciado pela redução do IPA-10 (-5,05%) e pelo aumento do IPC-10 (+3,18%) e do INCC-10 (+5,67%).
Balança Comercial Semanal (Secex): o saldo médio diário da balança comercial foi de US$ 407,2 milhões em março de 2025 para US$ 386,7 milhões em média diária até a segunda semana de março de 2026. O saldo acumulado até a segunda semana de março de 2026 é de US$ 3,9 bilhões. No ano, a balança comercial registra superávit de US$ 11,9 bilhões (de janeiro a março de 2026).
Taxa Selic (Copom/Banco Central): o Copom, em decisão divulgada na última quarta-feira (18/03), decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,25 pontos percentuais, para o patamar de 14,75% ao ano. A decisão veio em linha com a expectativa do mercado. O Comitê destacou que o ambiente externo se tornou mais incerto, devido ao acirramento dos conflitos no Oriente Médio. Quanto ao cenário doméstico, a autoridade monetária considera que os indicadores de atividade econômica seguem apresentando moderação no crescimento, mas o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência. Já a inflação, apesar de apresentar algum arrefecimento, tem se mantido acima da meta, na avaliação do Comitê. A autoridade monetária apontou que os riscos para a inflação, já anteriormente elevados, se intensificaram após o início dos conflitos no Oriente Médio. O Comitê optou por não sinalizar os passos futuros da política monetária, devido ao forte aumento da incerteza no cenário atual.
Índice Geral de Preços - Mercado (Ibre/FGV): o IGP-M subiu 0,15% na segunda prévia de março, após redução de 0,73% em fevereiro. No acumulado em 12 meses, o IGP-M apresenta redução de 2,19%. O componente com a maior alta nesta métrica é o INCC-M, com avanço de 5,74%, seguido pelo IPC-M, com alta de 3,17%. Por outro lado, o IPA-M registra queda de 4,68% nos últimos 12 meses.
Atividade do Comércio (Serasa): o Indicador de Atividade do Comércio de janeiro registrou redução de 0,7% na comparação com o mês anterior, considerando os dados com ajuste sazonal. Em comparação com o mesmo período de 2025, a Atividade do Comércio apresentou redução de 0,6%. Já no acumulado em 12 meses, foi registrada expansão de 2,4% na Atividade do Comércio.
Sensor (Fiesp): o Sensor marca 48,8 pontos em março/26. O resultado abaixo dos 50,0 pontos mantém a sinalização dos empresários de desaceleração da atividade industrial nesta leitura. O componente de mercado (que representa a percepção sobre o setor de atuação) fecha março em 46,7 pontos. As vendas encerram o mês em 47,2 pontos. Os estoques registram 49,0 pontos em março. Os empregos marcam 50,9 pontos na leitura atual. Por fim, os investimentos fecham março/26 em 49,8 pontos. Todos os dados acima contemplam o tratamento sazonal. Confira a nota completa aqui.
Sondagem Industrial (CNI): a produção da indústria brasileira encerrou o mês de fevereiro em 48,7 pontos, considerando os dados sem influência sazonal. Esse resultado corresponde a um aumento de 0,9 ponto em relação ao mês anterior. Resultados acima de 50,0 pontos indicam expansão da atividade e abaixo desse nível, retração.
Dados da Economia Internacional na semana: 16/03 a 20/03
Produção industrial dos Estados Unidos (Federal Reserve): a produção industrial dos Estados Unidos aumentou 0,2% em fevereiro na comparação com o mês anterior, considerando os dados com ajuste sazonal. Na comparação entre fevereiro de 2026 e o mesmo mês de 2025, a produção industrial do país subiu 1,4%. No acumulado em 12 meses, a produção do setor registra alta de 1,3%.
Índice de Preços ao Consumidor da Zona do Euro (Eurostat): o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,64% na Zona do Euro na comparação entre fevereiro e o mês anterior. Este resultado veio após deflação de 0,56% em janeiro. No acumulado em 12 meses, a inflação ao consumidor avançou 1,89%.
Taxa de juros dos Estados Unidos (Federal Reserve): em reunião na última quarta-feira (18/03), o Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) decidiu manter a taxa de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Taxa de juros da Zona do Euro (Banco Central Europeu): o Banco Central Europeu (BCE), autoridade monetária da Zona do Euro, anunciou na última quinta-feira (19/03) a manutenção da taxa de juros para os depósitos bancários em 2,00% ao ano, em linha com a expectativa do mercado.
Agenda Econômica para a próxima semana: 23/03 a 27/03
23/03/2026 (Segunda-feira):
Banco Central divulga o Relatório Focus.
Fiesp e CNI divulgam o Índice de Confiança do Empresário Industrial Paulista (ICEI-SP) e a Sondagem Industrial do Estado de São Paulo.
CNI divulga a Sondagem da Indústria da Construção.
Secex divulga a Balança Comercial Semanal.
25/03/2026 (Quarta-feira):
FGV divulga a Sondagem do Consumidor.
26/03/2026 (Quinta-feira):
FGV divulga a Sondagem da Construção.
IBGE divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor - 15 (IPCA-15).
27/03/2026 (Sexta-feira):
FGV divulga a Sondagem da Indústria.
IBGE divulga a PNAD Contínua (Taxa de Desemprego).
Fonte: FIESP e CIESP




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