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MACRO VISÃO SEMANAL - EDIÇÃO 65 - 27/02/2023 A 03/03/2023



Dados da Economia Brasileira na semana: 27/02 a 03/03

  • Expectativas do mercado (Relatório Focus/Banco Central): a mediana das expectativas do mercado, divulgada pelo relatório Focus do Banco Central referente a 24 de fevereiro, indica que o IPCA de 2023 deve encerrar em 5,90%. Para o PIB, a expectativa de crescimento oscilou para 0,84%. No que se refere à taxa de câmbio, a expectativa do mercado continua em R$/US$ 5,25 ao final do ano. Por fim, a mediana das perspectivas quanto à taxa SELIC se manteve em 12,75% a.a.


  • Índice Geral de Preços - Mercado (Ibre/FGV): o IGP-M recuou 0,06% em fevereiro, após aumentar 0,21% no mês anterior. Este resultado representa a primeira redução após dois meses de alta. Quando analisados os componentes do IGP-M, o IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo - Mercado) foi o destaque negativo, com variação de -0,20% em fevereiro. O IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor - Mercado) apresentou alta de 0,38% no período. Por fim, o INCC-M (Índice Nacional da Construção Civil - Mercado) aumentou 0,21% em fevereiro.


  • Índice de Confiança da Indústria (Ibre/FGV): o Índice de Confiança da Indústria encerrou fevereiro em 92,0 pontos, redução de 1,1 ponto em relação ao mês de janeiro. O resultado do mês foi puxado tanto pela redução da confiança em relação ao Índice Situação Atual, quanto do Índice de Expectativas. O primeiro índice encerrou em 92,8 pontos, redução de 0,3 ponto em relação ao mês de janeiro. Já o Índice de Expectativas encerrou fevereiro aos 91,4 pontos, queda de 1,8 ponto em relação ao mês anterior. Valores abaixo de 100,0 pontos indicam pessimismo e acima, otimismo. O NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada), por sua vez, caiu 0,1 ponto percentual, registrando 78,7% no mês. Todos os dados descontam efeitos sazonais.


  • Índice de Confiança do Comércio (Ibre/FGV): o Índice de Confiança do Comércio registrou 85,8 pontos em fevereiro, aumento de 3,3 pontos em relação ao mês anterior, dados com ajuste sazonal. Essa foi a primeira variação positiva desde setembro de 2022, quando aumentou para 101,8 pontos. Mesmo com o avanço, o índice continua sinalizando pessimismo do setor pelo quinto mês consecutivo. O aumento no Índice de Confiança foi puxado pelo componente de Situação Atual, com avanço de 6,7 pontos na passagem mensal para fevereiro, fechando em 86,6 pontos. O índice de Expectativas, que finalizou em 85,7 pontos, obteve queda de 0,8 ponto no mesmo período, dados livres do efeito sazonal. Resultados superiores a 100,0 pontos indicam otimismo e abaixo, pessimismo.


  • Índice de Confiança de Serviços (Ibre/FGV): o Índice de Confiança de Serviços (Ibre/FGV) diminuiu 0,4 ponto na passagem mensal para fevereiro, encerrando o mês aos 89,5 pontos. Com esse resultado, há indicação de pessimismo pelo quinto mês consecutivo no setor. A queda no Índice de Confiança foi puxada pelo componente de Situação Atual, que fechou em 91,0 pontos e com isso registrou variação negativa de 2,6 pontos na passagem mensal para fevereiro. O índice de Expectativas finalizou em 87,4 pontos, aumento de 1,9 ponto no mesmo período, dados livres do efeito sazonal. Valores abaixo de 100,0 pontos indicam pessimismo e acima, otimismo.


  • Taxa de desemprego (PNAD Contínua/IBGE): segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) referente ao trimestre móvel finalizado em dezembro de 2022, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,9%, levemente abaixo da expectativa do mercado (8,0%), o que representou redução em relação ao trimestre encerrado em novembro (8,1%). Este resultado corresponde a um contingente de 8,6 milhões de desempregados.


  • Produto Interno Bruto (IBGE): o PIB brasileiro apresentou queda de 0,2% no 4º trimestre de 2022 em relação ao trimestre imediatamente anterior, dado com ajuste sazonal. No ano, o PIB cresceu 2,9%. Pelo lado da oferta, em 2022, o setor de Serviços cresceu 4,2%, seguido pela Indústria Total (+1,6%). Já a Agropecuária registrou queda de 1,7%. Dentre as atividades industriais, houve alta de 6,9% da Construção e de 10,1% do segmento de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto. As Indústrias de Transformação tiveram variação negativa de 0,3% e nas Indústrias Extrativas ocorreu queda de 1,7%. Pela ótica da demanda, o Consumo das Famílias cresceu 4,3%, seguido pelo Consumo do Governo (+1,5%) e pela Formação Bruta de Capital Fixo (+0,9%). Em relação ao setor externo, tanto as Exportações (+5,5%) como as Importações (+0,8%) tiveram expansão em 2022.


  • Levantamento de Conjuntura (FIESP/CIESP): o mês de janeiro apresentou resultados moderados para a indústria de transformação do estado de São Paulo. Dois componentes exibiram oscilação positiva em comparação com o mês anterior: salários reais médios (+0,4%) e vendas reais (+0,1%). Todavia, horas trabalhadas na produção e o nível de utilização da capacidade instalada variaram negativamente, também em torno da estabilidade: -0,3% e -0,1 p.p. respectivamente. Dados com tratamento sazonal.


  • PMI Indústria (S&P Global): o PMI da Indústria do Brasil aumentou 1,7 ponto no mês de fevereiro ao fechar em 49,2 pontos, ante o dado de 47,5 pontos em janeiro. Apesar da variação positiva, o PMI Indústria do país indica retração pelo quarto mês consecutivo. Resultados acima de 50,0 pontos indicam crescimento da indústria no mês e abaixo, redução.


  • Balança comercial (Secex): a média diária das exportações do país passou de US$ 1,24 bilhão em fevereiro de 2022 para US$ 1,14 bilhão em fevereiro de 2023, redução de 7,7% entre os períodos. No mesmo intervalo, as importações diminuíram 0,9% na comparação da média diária, saindo de US$ 993,9 milhões em fevereiro de 2022 para US$ 984,6 milhões em fevereiro do ano corrente. O saldo médio diário da balança comercial, por sua vez, foi de US$ 243,6 milhões em fevereiro de 2022, passando para US$ 157,6 milhões em média diária em fevereiro de 2023. O saldo total acumulado em fevereiro de 2023 é de US$ 2,84 bilhões. No ano, a balança comercial registra superávit de US$ 5,45 bilhões (jan-fev/23).


  • Atividade do Comércio (Serasa): o Indicador de Atividade do Comércio apresentou queda de 0,49% em janeiro na comparação com o mês anterior, considerando os dados com ajuste sazonal. Em comparação com o mesmo período de 2022, a atividade do comércio apresentou alta de 6,13%. Já na variação acumulada em 12 meses, houve aumento de 0,91% no setor.


  • Vendas de veículos automotores nacionais e importados, sem máquinas agrícolas e implementos rodoviários (Fenabrave): no mês de fevereiro, 298.525 veículos automotores nacionais e importados (exceto máquinas agrícolas e implementos rodoviários) foram vendidos no país, considerando dados dessazonalizados. Este resultado representa um aumento de 5,6% em relação ao mês de janeiro. Na comparação com o mesmo mês de 2022, as vendas apresentam crescimento de 11,1%. Já no acumulado em 12 meses, as vendas registram alta de 9,6%.

Dados da Economia Internacional na semana: 27/02 a 03/03

  • PMI Indústria da Zona do Euro (S&P Global): o PMI Indústria da Zona do Euro caiu 0,3 ponto no mês de fevereiro ao fechar em 48,5 pontos, ante o dado de 48,8 pontos em janeiro. Com este resultado, o indicador mantém a sinalização de queda na indústria pelo oitavo mês consecutivo. Resultados acima de 50,0 pontos indicam crescimento da indústria no mês e abaixo, redução.


  • PMI Indústria da Alemanha (S&P Global): o PMI Indústria da Alemanha recuou 1,0 ponto em fevereiro ao fechar em 46,3 pontos, ante o dado de 47,3 pontos em janeiro. Com este resultado, o PMI industrial da Alemanha continua indicando redução na atividade industrial do país. Resultados acima de 50,0 pontos indicam crescimento da indústria no mês e abaixo, redução.


  • PMI Indústria dos Estados Unidos (S&P Global): o PMI da Indústria dos Estados Unidos subiu 0,4 ponto no mês de fevereiro ao fechar em 47,3 pontos, ante o resultado de 46,9 pontos em janeiro. No entanto, mesmo com o avanço, o PMI Indústria dos Estados Unidos sinaliza retração pelo quarto mês consecutivo. Resultados acima de 50,0 pontos indicam crescimento da indústria no mês e abaixo, redução.


  • PMI Composto e PMI Serviços da Zona do Euro (S&P Global): o PMI Composto da Zona do Euro encerrou o mês de fevereiro em 52,0 pontos, o que representa um aumento de 1,7 ponto na comparação com o mês de janeiro (50,3 pontos). O PMI Serviços, por sua vez, sinalizou aumento de 1,9 ponto da atividade do setor na Zona do Euro ao atingir 52,7 pontos em fevereiro. Com este resultado, o indicador sinaliza crescimento do setor. Dados acima de 50,0 pontos representam crescimento da atividade e abaixo, redução.


  • PMI Composto e PMI Serviços da Alemanha (S&P Global): o PMI Composto da Alemanha encerrou o mês de fevereiro em 50,7 pontos, o que representa um aumento de 0,8 ponto na comparação com o mês de janeiro (49,9 pontos). O PMI Serviços sinalizou melhora do setor em fevereiro ao atingir 50,9 pontos, aumento de 0,2 ponto em relação ao mês de janeiro (50,7 pontos). Dados acima de 50,0 pontos representam crescimento da atividade e abaixo, redução.

Síntese da semana:

A primeira semana de março foi movimentada do ponto de vista da divulgação de indicadores econômicos. Os dados das Contas Nacionais, divulgados na última quinta-feira (02/03), confirmaram a surpresa positiva do crescimento em 2022, bem como a desaceleração ocorrida ao longo do segundo semestre do ano. Além disso, os indicadores continuam sinalizando a permanência de um mercado de trabalho ainda aquecido, porém já com indícios de desaceleração, enquanto os índices de confiança permanecem em terreno pessimista. Em relação à atividade econômica, o PIB brasileiro caiu 0,2% no 4º trimestre em relação ao 3º trimestre de 2022, depois de crescer cinco trimestres consecutivos. Este desempenho veio em linha com a expectativa do mercado e configurou o cenário de desaceleração da atividade esperado para a segunda metade do ano. Em 2022, a economia brasileira cresceu 2,9%, resultado puxado principalmente pelo setor de serviços, que foi beneficiado pelo processo de reabertura econômica após a normalização das condições sanitárias. A agropecuária, por sua vez, registrou queda no ano, influenciada, sobretudo, pela redução da produção anual de soja. Por fim, a indústria geral cresceu no ano, em virtude dos desempenhos positivos de construção civil e eletricidade, gás, água e esgoto. As indústrias extrativa e de transformação, no entanto, registram queda em 2022. Esta foi a sexta queda do PIB da indústria de transformação nos últimos dez anos. Além disso, os dados divulgados nesta semana indicaram continuidade da queda na taxa de desemprego, a qual ficou em 7,9% em dezembro de 2022. Contudo, apesar deste desempenho, o recuo da população ocupada já traz sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho, processo que deve ser intensificado pelo aprofundamento da desaceleração econômica. Ademais, os índices de confiança da indústria, comércio e serviços permanecem em campo pessimista, tanto em relação à situação atual, quanto no que se refere às expectativas, o que reflete o quadro de preocupação em relação ao cenário de enfraquecimento da atividade e alta da inadimplência. Portanto, o esgotamento dos efeitos da reabertura econômica, a perda de fôlego dos estímulos à demanda e a incerteza econômica elevada, somados aos efeitos contracionistas do aumento da taxa de juros, contribuíram para a perda de dinamismo da economia brasileira a partir do segundo semestre de 2022. Para 2023, a expectativa da FIESP é de crescimento de 0,5% do PIB, e de queda de 0,4% do PIB da indústria de transformação.


Agenda Econômica para a próxima semana: 06/03 a 10/03

06/03/2023 (Segunda-feira):

  • Banco Central divulga o Relatório Focus.

  • Anfavea divulga Produção Total de Veículos.

07/03/2023 (Terça-feira):


  • FGV divulga Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI).

08/03/2023 (Quarta-feira):

  • CNI divulga os Indicadores Industriais.

  • Bundesbank divulga produção industrial da Alemanha.

09/03/2023 (Quinta-feira):

  • FGV divulga primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M).

  • Ministério do Trabalho divulga o CAGED.

10/03/2023 (Sexta-feira):

  • IBGE divulga Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

  • CNI divulga Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI).


Fonte: FIESP e CIESP


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