CENÁRIO ECONÔMICO AGOSTO 2026
- sinbevidros

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Agosto/2026
A edição de agosto do Cenário Econômico da FIESP aponta que a atividade econômica perdeu fôlego no segundo trimestre e entra no segundo semestre sob sinal amarelo. As medidas de estímulo à demanda sustentaram em grande medida o início do ano, mas o alcance deve ser mais limitado do que se esperava para 2026. A estimativa da FIESP indica crescimento do PIB de 0,3% no segundo trimestre, após 1,1% no primeiro.
O mercado de trabalho e a indústria extrativa seguem sustentando a atividade, mas os juros elevados, o endividamento das famílias e as tarifas dos Estados Unidos limitam o ritmo à frente. A entidade projeta, com viés de baixa, crescimento de 1,9% em 2026 e de 1,1% em 2027.
Veja os principais pontos da edição de agosto:
Cenário global
Petróleo e tensões: novos ataques no Estreito de Ormuz mantiveram o prêmio de risco elevado sobre petróleo, energia e fretes.
Tarifas dos EUA: a sobretaxa de 25% somou-se a uma nova taxa de 12,5%, e a tarifa pode alcançar 37,5% para a maioria dos itens não isentos (22,0%). Na indústria de transformação, 57,3% do valor exportado aos Estados Unidos ficou sujeito à sobretaxa.
Cenário doméstico
Indústria: a produção industrial recuou 1,8% em junho, pior resultado para o mês desde 2014, e avançou apenas 0,3% no segundo trimestre, contra 1,4% no primeiro. O indicador antecedente da FIESP para a indústria de transformação aponta risco de queda da produção no segundo semestre.
Inflação e juros: o Copom reduziu a Selic em 0,25 p.p. na reunião de agosto, para 14,00% ao ano, e indicou cautela nos próximos cortes. A taxa esperada é de 13,75% a.a. ao fim de 2026, com IPCA de 5,02% no ano.
Endividamento das famílias: o comprometimento mensal da renda (juros e parcelas pagos no mês) atingiu 28,5% e a inadimplência das pessoas físicas no crédito livre, 7,6%, maior nível em 13 anos.
Para 2027, o fim do ciclo eleitoral e a redução dos impulsos fiscais e creditícios, a desalavancagem das famílias, o alto patamar da inadimplência das pessoas jurídicas e os juros elevados acentuam o viés de baixa sobre a projeção de 1,1%.
Acesse o relatório completo para a análise detalhada.
Fonte: FIESP




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