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MACRO VISÃO SEMANAL ED. 241 - 24/08/2026 - 28/08/2026

  • Foto do escritor: sinbevidros
    sinbevidros
  • há 13 horas
  • 6 min de leitura


Você está recebendo o Macro Visão Semanal. 


Veja os destaques:

- Síntese da semana

- Dados da economia brasileira e internacional na semana de 24/08 a 28/08

- Agenda econômica para a semana de 31/08 a 04/09


Síntese da semana:


Em agosto, o Índice de Confiança do Consumidor (Ibre/FGV) recuou 3,6 pontos e encerrou o mês em 84,7 pontos, ante 88,3 pontos em julho, dados com ajuste sazonal. O resultado foi puxado principalmente pelo componente de Expectativas, que caiu 5,4 pontos, para 86,1 pontos, após 91,5 pontos no mês anterior.


Já o componente de Situação Atual cedeu 0,6 ponto na passagem mensal, para 83,8 pontos, ante 84,4 pontos em julho.Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), divulgado pelo IBGE, registrou deflação de 0,40% em agosto, após alta de 0,06% em julho, resultado abaixo da expectativa de mercado, que apontava recuo de 0,32%. Na passagem de julho para agosto, os preços livres recuaram 0,14% e os preços administrados cederam 1,13%. No acumulado em doze meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,24%, com elevação de 4,06% nos preços livres e de 4,78% nos administrados.


A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, também do IBGE, resultado em linha com a expectativa de mercado. Na comparação interanual, a força de trabalho cresceu 0,6% e o número de pessoas ocupadas avançou 0,9%. Já a massa de rendimento subiu 4,1% no mesmo período.


Dados da Economia Brasileira na semana: 24/08 a 28/08

• Expectativas do mercado (Relatório Focus/Banco Central): a mediana das expectativas do mercado, divulgada pelo relatório Focus do Banco Central referente a 21 de agosto, indica que o IPCA de 2026 deverá encerrar em 5,02%. Em relação ao PIB, a expectativa de crescimento diminuiu para 1,95%. No que se refere à taxa de câmbio, a expectativa do mercado é de R$/US$ 5,20 ao final do ano. Por fim, a mediana das perspectivas quanto à taxa Selic foi mantida em 13,75% a.a.


• Índice de Confiança do Empresário Industrial Paulista (Fiesp/CNI): o ICEI-SP fecha agosto/26 em 44,9 pontos. Abaixo dos 50,0 pontos, é mantida a sinalização de pessimismo do setor. As condições atuais encerram o mês em 42,4 pontos. Abaixo dos 50,0 pontos, há falta de confiança dos industriais paulistas frente às condições atuais. O indicador de expectativas marca 46,1 pontos nessa leitura. O indicador abaixo dos 50,0 pontos sinaliza pessimismo dos industriais paulistas para os próximos seis meses. Confira a nota completa aqui.


• Sondagem Industrial do Estado de São Paulo (Fiesp/CNI): os empresários industriais paulistas sinalizaram aumento do volume produzido em julho/26 (52,6 pontos). O resultado foi 4,9 pontos superior ao registrado em junho/26 (47,7 pontos) e 0,9 ponto menor que julho/25 (53,5 pontos). Leituras acima dos 50,0 pontos indicam aumento da produção no mês. Confira a nota completa aqui.


• Índice de Confiança do Consumidor (Ibre/FGV): o Índice de Confiança do Consumidor do mês de agosto encerrou em 84,7 pontos, redução de 3,6 pontos em relação ao mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. A redução no Índice de Confiança em agosto foi puxada, sobretudo, pelo componente de Expectativas, que diminuiu 5,4 pontos, fechando o mês em 86,1 pontos. O componente de Situação Atual, por sua vez, caiu 0,6 ponto na passagem mensal, encerrando aos 83,8 pontos.


• Sondagem da Indústria da Construção (CNI): a Sondagem da Indústria da Construção registrou 47,3 pontos em julho de 2026, o que representa uma redução de 2,2 pontos em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando encerrou em 49,5 pontos. Com esse resultado, a indústria da construção sinaliza retração do nível de atividade. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam aumento do nível de atividade do setor e abaixo, retração.


• Balança Comercial Semanal (Secex): o saldo médio diário da balança comercial foi de US$ 284,5 milhões em agosto de 2025 para US$ 340,6 milhões em média diária até a terceira semana de agosto de 2026. O saldo acumulado até a terceira semana de agosto de 2026 é de US$ 5,1 bilhões. No ano, a balança comercial registra superávit de US$ 54,1 bilhões (de janeiro a agosto de 2026).


• Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15/IBGE): o IPCA-15 registrou deflação de 0,40% no mês de agosto, após alta de 0,06% em julho. Esse resultado veio abaixo da expectativa do mercado, que apontava para redução de 0,32%. Os preços livres apresentaram redução de 0,14%, enquanto os preços administrados registraram queda de 1,13%. No acumulado em 12 meses, o IPCA-15 registra elevação de 4,24%, com alta dos preços livres (+4,06%) e dos preços administrados (+4,78%).


• Índice de Confiança da Construção (Ibre/FGV): o Índice de Confiança da Construção diminuiu 0,6 ponto em agosto na comparação com o mês anterior, encerrando em 91,9 pontos, na série sem influência sazonal. A queda no Índice de Confiança em agosto foi puxada, sobretudo, pelo componente de Expectativas, que recuou 0,9 ponto, fechando o mês em 92,1 pontos. O componente de Situação Atual, por sua vez, caiu 0,4 ponto na passagem mensal, encerrando aos 91,7 pontos.


• Taxa de desemprego (PNAD Contínua/IBGE): a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre móvel finalizado em julho. Esse resultado veio em linha com a expectativa do mercado e corresponde a um contingente de aproximadamente 5,8 milhões de desempregados. Registrou-se aumento de 0,6% na quantidade de pessoas na força de trabalho na comparação entre o trimestre encerrado em julho de 2026 e o mesmo período de 2025. Entre as pessoas ocupadas, houve alta de 0,9% na mesma base de comparação. Já a massa de rendimento cresceu 4,1% no trimestre móvel encerrado em julho de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior.


• Índice de Confiança da Indústria (Ibre/FGV): o Índice de Confiança da Indústria encerrou o mês de agosto em 93,7 pontos, queda de 3,5 pontos em relação a julho, considerando dados sem influência sazonal. A redução no Índice de Confiança em agosto foi puxada, sobretudo, pelo componente de Situação Atual, que caiu 5,0 pontos, fechando o mês em 94,9 pontos. O componente de Expectativas, por sua vez, diminuiu 2,0 pontos na passagem mensal, encerrando aos 92,6 pontos. Já o NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) apresentou estabilidade em agosto, registrando 82,9% no mês na série sem efeitos sazonais.


• Levantamento de Conjuntura (Fiesp): as vendas reais da indústria paulista cresceram 2,1% em julho de 2026 frente ao mês anterior. As horas trabalhadas na produção avançaram 0,2%, os salários reais médios recuaram 1,4% e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) cedeu para 78,3%. Confira a nota completa aqui.


• Índice Geral de Preços - Mercado (Ibre/FGV): o IGP-M recuou 0,22% em agosto, acima da expectativa do mercado (-0,29%). No mês anterior, o índice havia registrado queda de 1,16%. Quando analisados os componentes do IGP-M, o IPA-M registrou deflação de 0,34% em agosto. O IPC-M, por sua vez, caiu 0,41% no período. Por fim, o INCC-M aumentou 0,85% na leitura atual. No acumulado em 12 meses, o IGP-M apresenta aumento de 2,16%. O componente com a maior alta nesta métrica é o INCC-M, com avanço de 6,56%, seguido pelo IPC-M, com alta de 3,67%, e pelo IPA-M, com aumento de 1,10%.


• Índice de Confiança de Serviços (Ibre/FGV): o Índice de Confiança de Serviços aumentou 1,2 ponto na passagem mensal para agosto, encerrando o mês em 89,0 pontos, na série sem influência sazonal. A alta no Índice de Confiança em agosto foi puxada, sobretudo, pelo componente de Situação Atual, que aumentou 1,3 ponto, fechando o mês em 90,8 pontos. O componente de Expectativas, por sua vez, subiu 1,0 ponto na passagem mensal, encerrando aos 87,3 pontos.


• Índice de Confiança do Comércio (Ibre/FGV): o Índice de Confiança do Comércio registrou 84,2 pontos em agosto, redução de 1,3 ponto em relação ao mês anterior, dados com ajuste sazonal. A queda no Índice de Confiança em agosto foi puxada pelo componente de Expectativas, que recuou 2,7 pontos, fechando o mês em 83,8 pontos. O componente de Situação Atual, por sua vez, aumentou 0,3 ponto na passagem mensal, encerrando aos 85,5 pontos.



Agenda Econômica para a próxima semana: 31/08 a 04/09


31/08/2026 (Segunda-feira):

• Banco Central divulga o Relatório Focus.


01/09/2026 (Terça-feira):

• IBGE divulga o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2026.

• Fenabrave divulga as Vendas de Veículos.

• S&P Global divulga o PMI Indústria do Brasil, da Alemanha, da Zona do Euro e dos Estados Unidos.


02/09/2026 (Quarta-feira):

• IBGE divulga a Pesquisa Industrial Mensal (PIM).


03/09/2026 (Quinta-feira):

• S&P Global divulga o PMI Composto e PMI Serviços do Brasil, da Alemanha, da Zona do Euro e dos Estados Unidos.


04/09/2026 (Sexta-feira):

• Secex divulga a Balança Comercial Mensal.



Fonte: FIESP



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