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MACRO VISÃO SEMANAL - EDIÇÃO 95 - 25/09/2023 A 29/09/2023



Dados da Economia Brasileira na semana: 25/09 a 29/09

  • Expectativas do mercado (Relatório Focus/Banco Central): a mediana das expectativas do mercado, divulgada pelo relatório Focus do Banco Central referente a 22 de setembro, indica que o IPCA de 2023 deverá encerrar em 4,86%. Para o PIB, a expectativa de crescimento oscilou para 2,92%, variação positiva de 0,03 p.p. em relação à semana anterior. No que se refere à taxa de câmbio, a expectativa do mercado foi mantida em R$/US$ 4,95 ao final do ano. Por fim, a mediana das perspectivas quanto à taxa Selic permaneceu em 11,75% a.a.

  • Sensor (FIESP/CIESP): o Sensor fechou setembro com 49,5 pontos. A permanência abaixo dos 50,0 pontos indica contração da atividade. Os estoques registraram 46,8 pontos no mês. Por estar abaixo dos 50,0 pontos, o indicador aponta os estoques acima do planejado. As vendas marcaram 50,0 pontos. O componente indica estabilidade no mês por se manter exatamente em 50,0 pontos. O indicador de empregos registrou 47,3 pontos no mês. O patamar abaixo dos 50,0 pontos indica queda dos empregos na indústria paulista. Os investimentos fecharam com 51,4 pontos em setembro. O resultado acima dos 50,0 pontos indica elevação dos investimentos. Por fim, o mercado (que representa a percepção sobre o setor de atuação) marcou 50,7 pontos no mês. A leitura acima dos 50,0 pontos sinaliza melhora das condições de mercado. Todos os dados acima contemplam o tratamento sazonal.

  • Sondagem da Indústria da Construção (CNI): a Sondagem da Indústria da Construção registrou 48,7 pontos em agosto de 2023, o que representa diminuição de 6,3 pontos em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando encerrou em 55,0 pontos. Com este resultado, a indústria de construção sinaliza retração do nível de atividade. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam aumento do nível de atividade do setor e abaixo, retração.

  • Índice de Confiança do Consumidor (Ibre/FGV): o Índice de Confiança do Consumidor do mês de setembro encerrou em 97,0 pontos, aumento de 0,2 ponto em relação ao mês imediatamente anterior dados com ajuste sazonal. Mesmo com a recuperação recente dos últimos meses, o índice continua sinalizando pessimismo dos consumidores. O Índice de Expectativas foi reduzido em 0,9 ponto no mês de setembro, ao encerrar aos 106,7 pontos, mantendo a situação de otimismo pelo quinto mês consecutivo. Já o Índice de Situação Atual fechou o mês de setembro em 83,2 pontos, aumento de 1,8 ponto em relação ao mês anterior. Com este resultado, o índice continua sinalizando pessimismo. Valores abaixo de 100,0 pontos indicam pessimismo da confiança do consumidor e acima, otimismo.

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IBGE): o IPCA-15 registrou aumento de 0,35% no mês de setembro de 2023, após alta de 0,28% em agosto. Este resultado veio abaixo da expectativa do mercado, que apontava alta de 0,37%. Os preços livres apresentaram redução de 0,06%, enquanto os preços administrados registraram alta de 1,54%. No acumulado em 12 meses encerrados em setembro de 2023, a variação do IPCA-15 foi de 5,00%, o que indica aceleração do indicador em relação ao mês de agosto (+4,24%).

  • Índice de Confiança da Construção (Ibre/FGV): o Índice de Confiança da Construção aumentou 2,2 pontos em setembro na comparação com o mês anterior, encerrando em 98,1 pontos, na série sem influência sazonal. Com este resultado, manteve-se a sinalização de pessimismo do setor no mês. O indicador de Situação Atual encerrou o mês de setembro aos 96,5 pontos, aumento de 1,9 ponto em relação ao registrado no mês anterior (94,6 pontos). O indicador de Expectativas, por sua vez, subiu 2,4 pontos, passando de 97,4 pontos em agosto para 99,8 pontos em setembro, muito próximo da linha que separa otimismo de pessimismo. Valores acima de 100,0 pontos indicam otimismo e abaixo, pessimismo.

  • Balança Comercial Semanal (Secex): a média diária das exportações do país aumentou 8,7% entre os períodos de setembro de 2022 e até a quarta semana de setembro de 2023. No mesmo intervalo, as importações diminuíram 15,7% na comparação da média diária. O saldo médio diário da balança comercial, por sua vez, foi de US$ 175,9 milhões em setembro de 2022 para US$ 480,7 milhões em média diária até a quarta semana de setembro de 2023. O saldo acumulado até a quarta semana de setembro de 2023 é de US$ 7,2 bilhões. No ano, a balança comercial registra superávit de US$ 69,6 bilhões (jan-set/23).

  • Índice de Confiança da Indústria (Ibre/FGV): o Índice de Confiança da Indústria encerrou o mês de setembro em 91,0 pontos, queda de 0,4 ponto em relação ao mês anterior, considerando dados sem influência sazonal. O resultado do mês foi influenciado pelo índice de Expectativas, que encerrou em 92,4 pontos, queda de 2,0 pontos em relação ao mês de agosto, dados dessazonalizados. Já o Índice de Situação Atual registrou aumento de 1,2 ponto em setembro ao encerrar o mês em 89,7 pontos. Valores abaixo de 100,0 pontos indicam pessimismo e acima, otimismo. O NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada), por sua vez, aumentou 0,9 ponto percentual, registrando 81,7% no mês na série sem efeitos sazonais.

  • Atividade do Comércio (Serasa): o Indicador de Atividade do Comércio de agosto diminuiu 0,2% na comparação com o mês anterior, considerando os dados com ajuste sazonal. Em comparação com o mesmo período de 2022, a atividade do comércio apresentou alta de 1,7%. Já na variação acumulada em 12 meses registra-se aumento de 4,0% da atividade do comércio.

  • Demanda das Empresas por Crédito (Serasa): a demanda por crédito em agosto de 2023 aumentou 10,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado ficou acima do que foi registrado na comparação entre o mês de agosto de 2022 e o mesmo mês do ano de 2021 (+1,3%).

  • Levantamento de Conjuntura (FIESP/CIESP): as vendas reais da indústria de transformação do estado de São Paulo no mês de agosto avançaram 26,7% frente ao mês de julho. O resultado foi influenciado principalmente pelo crescimento dos setores de máquinas e equipamentos (+26,4%), de produtos farmacêuticos (+6,9%) e de veículos (+5,7%). Os salários reais médios avançaram 1,7% no mês, enquanto as horas trabalhadas na produção (-0,8%) e o NUCI (-0,7 p.p. de 77,7% para 77,0%) recuaram na leitura mais recente. Os dados acima citados já contam com o tratamento sazonal.

  • Índice Geral de Preços - Mercado (Ibre/FGV): o IGP-M subiu 0,37% em setembro, em linha com a expectativa do mercado. No mês anterior o índice havia registrado queda de 0,14%. Quando analisados os componentes do IGP-M, o IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo - Mercado) registrou alta de 0,41% no mês de setembro. O IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor - Mercado), por sua vez, subiu 0,27% no período. Por fim, o INCC-M (Índice Nacional da Construção Civil - Mercado) subiu 0,24% na leitura atual.

  • Índice de Confiança de Serviços (Ibre/FGV): o Índice de Confiança de Serviços diminuiu 0,5 ponto na passagem mensal para setembro, encerrando o mês em 96,9 pontos. Com este resultado, o índice continua indicando pessimismo pelo décimo segundo mês consecutivo. A redução no Índice de Confiança em setembro foi influenciada pelo componente de Expectativas, que fechou o mês em 94,7 pontos e registrou queda de 1,6 ponto na passagem mensal. O Índice de Situação Atual, por sua vez, finalizou o mês em 99,1 pontos, após avançar 0,6 ponto no mesmo período. Os dados são livres do efeito sazonal. Valores abaixo de 100,0 pontos indicam pessimismo e acima, otimismo.

  • Índice de Confiança do Comércio (Ibre/FGV): o Índice de Confiança do Comércio registrou 92,2 pontos em setembro, diminuição de 1,6 ponto em relação ao mês anterior, dados com ajuste sazonal. Com este resultado, o índice continua sinalizando pessimismo do setor pelo décimo segundo mês consecutivo. A queda no Índice de Confiança em setembro foi influenciada principalmente pelo componente de Expectativas, que recuou 2,7 pontos na passagem mensal, fechando o mês em 90,5 pontos. Já o Índice de Situação Atual finalizou em 94,2 pontos após cair 0,4 ponto no mesmo período. Os dados são livres do efeito sazonal. Resultados superiores a 100,0 pontos indicam otimismo e abaixo, pessimismo.

  • Taxa de desemprego (PNAD Contínua/IBGE): segundo a PNAD Contínua referente ao trimestre móvel finalizado em agosto, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,8%, em linha com a expectativa do mercado. Este resultado corresponde a um contingente de aproximadamente 8,4 milhões de desempregados. A pesquisa registrou diminuição de 0,6% na quantidade de pessoas na força de trabalho na comparação entre o trimestre encerrado em agosto de 2023 e o trimestre encerrado em agosto de 2022. Entre as pessoas ocupadas, houve alta de 0,6% na mesma base de comparação. Já a massa de rendimento, segundo a pesquisa, cresceu 5,5% no trimestre encerrado em agosto de 2023 na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Síntese da semana:

Os destaques da agenda econômica dessa semana foram os indicadores de confiança, inflação e emprego. Os resultados para os indicadores de confiança em setembro divergiram entre os setores. Por um lado, a indústria de transformação registrou queda pelo terceiro mês consecutivo e atingiu o pior resultado desde julho de 2020. O setor enfrenta dificuldades com juros elevados e aumento de estoques. Na mesma linha, o setor de serviços e comércio recuaram na passagem mensal devido à piora das expectativas para os próximos meses. Por outro lado, a construção avançou pelo terceiro mês seguido e alcançou o melhor resultado desde outubro do ano passado. Por fim, a confiança do consumidor, apesar de um aumento moderado no mês, registrou o maior patamar desde fevereiro de 2014. Tem contribuído para esse desempenho uma dinâmica mais favorável em relação ao nível de preços e renda. No que tange a inflação, o IGP-M registrou aumento de 0,37% em setembro, após cinco meses de queda. No acumulado em 12 meses, o indicador apresenta deflação de 5,97%. No mesmo período, IPCA-15 registrou aumento de 0,35% no mês de setembro, após alta de 0,28% em agosto. Ambos os resultados estão ligados ao impulso de transportes e combustíveis, incorporando parte do reajuste realizado em agosto pela Petrobras. Em relação ao mercado de trabalho, a taxa de desemprego no país registrou 7,8% no trimestre móvel encerrado em agosto, uma queda frente ao verificado em igual período de 2022 (8,9%). O último resultado atingiu a menor taxa para um trimestre encerrado em agosto desde 2014. Este resultado corresponde a um contingente de aproximadamente 8,4 milhões de desempregados, o menor valor desde o trimestre encerrado em junho de 2015 (8,5 milhões). Portanto, o mercado de trabalho segue resiliente.

Agenda Econômica para a próxima semana: 02/10 a 06/10

02/10/2023 (Segunda-feira):

  • Banco Central divulga o Relatório Focus.

  • Ministério do Trabalho divulga o CAGED.

  • Secex divulga a Balança Comercial Mensal.

  • S&P Global divulga o PMI Indústria do Brasil, da Alemanha, da Zona do Euro e dos Estados Unidos.

03/10/2023 (Terça-feira):

  • IBGE divulga a Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

  • Fenabrave divulga as Vendas de Veículos.

04/10/2023 (Quarta-feira):

  • CNI divulga os Indicadores Industriais.

  • S&P Global divulga o PMI Composto e o PMI Serviços do Brasil, da Alemanha, da Zona do Euro e dos Estados Unidos.

06/10/2023 (Sexta-feira):

  • FGV divulga o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI).

  • Anfavea divulga a Produção Total de Veículos.


Fonte: FIESP

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