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MACRO VISÃO SEMANAL




Você está recebendo o Macro Visão Semanal. Veja os destaques:

  • Dados da economia brasileira e internacional na semana de 09/01 a 13/01

  • Síntese da semana

  • Agenda econômica para a próxima semana: de 16/01 a 20/01


Dados da Economia Brasileira na semana: 09/01 a 13/01

  • Expectativas do mercado (Relatório Focus/Banco Central): a mediana das expectativas do mercado, divulgada pelo relatório Focus do Banco Central referente a 06 de janeiro, indica que o IPCA de 2023 deve encerrar em 5,36%. O centro da meta de inflação para 2023 é de 3,25%, podendo variar entre 1,75% e 4,75%. Para o PIB, a expectativa de crescimento é de 0,78%. No que se refere à taxa de câmbio, a expectativa do mercado é de R$/US$ 5,28 ao final do ano. Por fim, a mediana das perspectivas quanto à taxa SELIC é de 12,25% a.a. Para 2024, as expectativas sinalizam um crescimento para o PIB de 1,50%. A perspectiva para o nível de preços, medido pelo IPCA, é de 3,70%. A taxa Selic, por sua vez, deve fechar o próximo ano em 9,25%, e a taxa de câmbio, em R$/US$ 5,30.

  • Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE): o IPCA registrou alta de 0,62% no mês de dezembro, resultado 0,21 p.p. superior a novembro (+0,41%). O índice veio acima da estimativa do mercado para o mês, que era de aumento de 0,43%. Os preços livres (+0,74%) foram os principais responsáveis pelo aumento do nível de preços no mês. Os preços administrados registraram crescimento de 0,27%. No acumulado de 2022 o IPCA registrou elevação de 5,78%, com aumento dos preços livres (9,39%) e deflação dos preços administrados (-3,83%).

  • Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M/FGV): o IGP-M aumentou 0,32% na primeira prévia de janeiro, após subir 0,45% no mês anterior. Este resultado representa a segunda alta consecutiva. Quando analisados os componentes do IGP-M, o IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo - Mercado) aumentou 0,35% na primeira prévia de janeiro. O IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor - Mercado) apresentou alta de 0,22% no período. Por fim, o INCC-M (Índice Nacional da Construção Civil - Mercado) cresceu 0,28% na prévia.

  • Balança comercial (Secex): a média diária das exportações do país passou de US$ 941,9 milhões em janeiro de 2022 para US$ 1,25 bilhão na primeira semana de janeiro de 2023, alta de 32,7% entre os períodos. No mesmo intervalo, as importações diminuíram 3,6% na comparação da média diária, saindo de US$ 944,7 milhões em janeiro de 2022 para US$ 911,0 milhões na primeira semana de janeiro do ano corrente. O saldo médio diário da balança comercial, por sua vez, passou de um déficit de US$ 2,8 milhões em janeiro de 2022 para um superávit de US$ 338,6 milhões em média diária na primeira semana de janeiro de 2023. O saldo total acumulado na primeira semana de janeiro é de US$ 1,69 bilhões.

  • Pesquisa Mensal do Comércio (PMC/IBGE): o volume de vendas no comércio varejista no mês de novembro de 2022 diminuiu 0,6% na comparação com o mês anterior, considerando os dados com ajuste sazonal. Este resultado ficou abaixo da estimativa do mercado para o mês (-0,4%). Ao observar o acumulado em 12 meses, registra-se crescimento de 0,6% do comércio varejista. Quanto ao volume de vendas do varejo ampliado, que inclui as vendas de materiais de construção e de veículos, motocicletas e peças, houve retração de 0,6% em novembro em relação ao mês anterior, dados dessazonalizados. Este resultado veio em abaixo da expectativa do mercado, que apontava para estabilidade. No acumulado em 12 meses, houve redução de 0,8% das vendas no varejo ampliado.

  • Pesquisa Mensal de Serviços (PMS/IBGE): o setor de serviços registrou estabilidade no mês de novembro em relação ao mês anterior, nos dados livres de influências sazonais. Este resultado veio abaixo da expectativa do mercado, que sinalizava para alta de 0,2%. No acumulado em 12 meses a PMS aumentou 8,7%. Já na comparação entre novembro de 2022 e o mesmo mês de 2021, houve crescimento de 6,3%.

  • Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR/Banco Central): o IBC-Br, indicador que é uma proxy do PIB mensal, registrou redução em novembro, ao cair 0,55%. Este resultado representa o quarto recuo consecutivo e ficou abaixo da expectativa do mercado, que era de queda de 0,25%. No acumulado em 12 meses o indicador registra alta de 3,15%. Já na comparação entre novembro de 2022 e o mesmo mês de 2021, houve crescimento de 1,65%.

Dados da Economia Internacional na semana: 09/01 a 13/01

  • Produção Industrial da Alemanha (Bundesbank): a produção industrial da Alemanha cresceu 0,6% em novembro de 2022 na comparação com o mês anterior. Este resultado veio após queda de 1,0% em outubro, considerando dados dessazonalizados. Em relação a dezembro de 2021, a produção industrial do país está defasada em 0,5%. Já em relação a novembro de 2021, a produção industrial alemã registra queda de 0,3%.

  • Produção Industrial União Europeia e Zona do Euro (Eurostat): a produção industrial da União Europeia cresceu 0,9% na comparação entre novembro e outubro. Este resultado veio após recuo de 1,9% registrado no mês anterior. Já a produção industrial da Zona do Euro avançou 1,0% na comparação entre novembro e o mês imediatamente anterior. Esta elevação veio após queda de 1,9% verificada em outubro. Na comparação entre novembro de 2022 e o mesmo mês de 2021, a produção industrial subiu 2,0%, tanto na União Europeia como na Zona do Euro. Já no acumulado em 12 meses, a indústria da União Europeia registrou alta de 2,1%, enquanto a da Zona do Euro cresceu 1,1%.


Síntese da semana:

Os indicadores econômicos divulgados na segunda semana de janeiro sinalizaram continuidade no processo de desaceleração da atividade econômica e consolidação do retorno a taxas positivas de inflação. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador que é uma proxy do PIB mensal, registrou queda de 0,55% em novembro, quarto recuo consecutivo. Este resultado reforça o quadro de arrefecimento da atividade, devido principalmente aos efeitos defasados da política monetária. No que se refere ao desempenho setorial, tanto o comércio varejista quanto os serviços apresentaram desempenho aquém do esperado no mês de novembro, segundo as Pesquisas Mensais do Comércio (PMC) e de Serviços (PMS). Tanto o comércio varejista restrito quanto o ampliado (inclui vendas de veículos e materiais de construção) registraram queda de 0,6% no volume de vendas, abaixo das expectativas de redução de 0,4% e estabilidade, respectivamente. No acumulado em 12 meses, as vendas no varejo aumentaram 0,6% no conceito restrito e diminuíram 0,8% no ampliado. Já o setor de serviços ficou estável no mês, abaixo da expectativa do mercado de alta de 0,2%. No acumulado em 12 meses, por outro lado, os serviços registram crescimento de 8,7%. Finalmente, no campo da inflação, o IPCA referente ao mês de dezembro registrou alta de 0,62%, além da expectativa de +0,43%, aumento puxado sobretudo pelos preços livres, que subiram 0,74%, enquanto os preços administrados cresceram 0,27%. No acumulado em 12 meses, o indicador apresenta aumento de 5,78%, com variações de +9,39% nos preços livres e -3,83% nos administrados. A primeira prévia do IGP-M do mês de janeiro também registrou variação positiva (+0,32%), consolidando a reversão do quadro de deflação presente antes do mês de dezembro, no qual houve aumento de 0,45% Tais resultados confirmam o retorno dos índices de inflação para o terreno positivo.


Agenda Econômica para a próxima semana: 16/01 a 20/01

16/01/2023 (Segunda-feira):

  • Banco Central divulga o Relatório Focus.

  • Secint divulga a Balança Comercial Semanal.

17/01/2023 (Terça-feira):

  • FGV divulga o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10).

18/01/2023 (Quarta-feira):

  • CNI divulga os Indicadores Industriais.

  • FED divulga a Produção Industrial dos EUA.

19/01/2023 (Quinta-feira):

  • FGV divulga segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M).

  • IBGE divulga a PNAD Contínua (Taxa de Desemprego).

20/01/2023 (Sexta-feira):

  • CNI divulga a Sondagem Industrial.


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