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Setor da construção segue em recuperação

O segmento, que abrange os sistemas prediais e as obras de acabamento, tem projeção de crescimento do PIB de 6,8% em 2021.



FATURAMENTO

Em 2020, o faturamento bruto do setor de serviços auxiliares da construção, que abrange os sistemas prediais e as obras de acabamento, atingiu a cifra estimada de R$ 67,721 bilhões. Esse valor marca uma ligeira queda de 2,8% em termos nominais frente aos dados de 2019, quando o setor faturou R$ 69,704 bilhões. Em 2021, contudo, a tendência tem sido de crescimento, com expansão de 5,4% em relação ao faturado em 2020. Com essa evolução, o valor faturado deve alcançar R$ 71,360 bilhões, o melhor nível dos últimos 7 anos, mas ainda inferior ao recorde anterior de faturamento obtido em 2014, quando as receitas alcançaram R$ 72,821 bilhões.

Faturamento do setor de serviços auxiliares da construção, Brasil, em R$ milhões a preços correntes e constantes


(a) Preços correntes



(b) Preços constantes de 2017


Fonte: Ex Ante Consultoria Econômica com base em dados do IBGE e Ministério do Trabalho e Previdência. *Estimativa

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Em termos reais, o faturamento bruto das empresas de serviços auxiliares da construção também cresceu em 2021. Com esse resultado, o faturamento voltou ao patamar experimentado em 2015, mas ainda acumula retração de 7,6% desde 2014, ano recorde de receitas em termos reais.

PIB

O PIB, ou valor adicionado, é definido como a diferença entre o valor da produção (que é aproximadamente a receita líquida) e o consumo intermediário (que é a somas de despesas com fornecedores de matérias primas e serviços). Esse valor atingiu a cifra de R$ 39,267 bilhões em 2020 no setor de serviços auxiliares da construção, indicando ligeira queda em relação a 2019. Contudo, o ano marca uma recuperação em termos reais frente aos dados de 2019, com expansão de 6,4%. Em 2021, a tendência é de forte crescimento do PIB a preços constantes (6,8%). Com esse resultado, o PIB do setor se aproximou do nível registrado em 2015, mas ainda acumula perdas reais de 7,5% em relação a 2014.

PIB do setor de serviços auxiliares da construção, Brasil, em R$ milhões a preços correntes e constantes


(a) a preços correntes


(b) a preços constantes de 2017


Fonte: Ex Ante Consultoria Econômica com base em dados do IBGE e Ministério do Trabalho e Previdência.

OCUPAÇÃO

O número médio de pessoas ocupadas em 2020 foi de aproximadamente 947 mil. O valor foi 6,4% maior que o de pessoas ocupadas em 2019. Em 2021, a tendência é de crescimento e o setor deve alcançar 1,012 milhão de pessoas ocupadas. Contudo, esse patamar ainda é inferior aos 1,117 milhão de empregados em 2014. Como a queda da ocupação foi maior que a do PIB, houve aumento da produtividade da mão de obra. Na comparação entre os dados de 2021 e 2014, o crescimento da produtividade foi de 0,3% ao ano. Entre 2007 e 2014, período de forte expansão da construção, a produtividade da mão de obra havia crescido no ritmo superior, de 1,6% ao ano nesse setor.

Pessoas ocupadas do setor de serviços auxiliares da construção, Brasil, média no ano



Fonte: Ex Ante Consultoria Econômica com base em dados do IBGE e Ministério do Trabalho e Previdência.




Fonte: https://www.fiesp.com.br/observatoriodaconstrucao/noticias/setor-de-servicos-auxiliares-da-construcao-segue-em-recuperacao-e-pode-encerrar-o-ano-com-mais-de-1-milhao-de-pessoas-ocupadas/

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